A semana inicia com viés de baixa nos mercados globais, enquanto investidores aguardam a Superquarta, dia em que o Federal Reserve (Fed) e o Banco Central do Brasil (BCB) anunciarão suas decisões sobre a taxa de juros. Apesar da expectativa, o evento pode ser menos movimentado do que o usual.
Expectativa para o Fed e a política monetária nos EUA
Nos Estados Unidos, o Fed deve manter os juros no atual patamar de 4,25% a 4,5%, reforçando não haver urgência para ajustes na política monetária. Segundo dados do Fed Watch da CME, o mercado projeta que o primeiro corte na taxa de juros ocorrerá somente em junho de 2025.
O destaque será a divulgação do gráfico de pontos do Fed, documento que apresenta as projeções dos membros do banco central americano para inflação, emprego e política monetária de longo prazo.
Cenário no Brasil: Selic pode subir novamente
No Brasil, a inflação persistente, agora impulsionada pela alta nos preços dos alimentos, pode levar a um novo aumento da taxa Selic. As projeções indicam um acréscimo de 1 ponto percentual, elevando a taxa para 14,25% ao ano, nível semelhante ao registrado durante a crise do governo Dilma Rousseff.
Desempenho das bolsas globais e impacto nos mercados
A semana começa sem tendência clara nas bolsas internacionais. Nos Estados Unidos, os futuros americanos operam em queda após declarações do secretário do Tesouro, Scott Bessent, que afirmou que correções no mercado financeiro são normais e saudáveis. O termo correção refere-se a uma queda superior a 10% nos índices após um período de alta.
Na Europa, as ações operam em alta, enquanto o parlamento alemão vota um pacote multibilionário para infraestrutura e defesa, financiado pela flexibilização do teto da dívida. A decisão acontece antes da mudança na composição do legislativo da Alemanha.
Perspectiva para o mercado brasileiro
A bolsa brasileira deve acompanhar a tendência dos EUA nesta segunda-feira, com viés de baixa. O EWZ, fundo que representa ações brasileiras na Bolsa de Nova York (NYSE), registra queda de 0,46% no pré-mercado. Além disso, investidores monitoram a atualização do Boletim Focus e a divulgação do IBC-BR, indicador que mede a atividade econômica brasileira e pode apontar sinais de desaceleração diante das altas taxas de juros.
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