O governo central, composto pelo Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registrou um déficit primário de R$ 43 bilhões em 2024, equivalente a 0,36% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado representa uma melhora significativa em relação a 2023, quando o déficit atingiu R$ 228,5 bilhões (2% do PIB).

Parte desse saldo negativo inclui gastos extraordinários, como a linha de crédito destinada à reconstrução do Rio Grande do Sul. Excluindo essas despesas excepcionais, o déficit cai para R$ 11 bilhões (0,09% do PIB), mantendo o governo dentro da faixa de tolerância da meta fiscal para o ano. O centro da meta era 0%, com margem de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos, o que estabelecia um teto de déficit de 0,25% do PIB.

Desempenho das contas públicas

Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, vinculada ao Ministério da Fazenda, o Tesouro fechou o ano com um superávit de R$ 255,6 bilhões, um aumento real (descontado o IPCA) de 201% em relação aos R$ 78,2 bilhões de 2023.

No entanto, esse saldo positivo foi anulado pelo déficit de R$ 1,2 bilhão do Banco Central e pelo rombo de R$ 297,4 bilhões da Previdência Social. Apesar de continuar sendo a principal fonte de déficit do governo, a Previdência reduziu seu saldo negativo em 6% na comparação com os R$ 306 bilhões registrados em 2023.

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